O profissional deve abordar apenas o conteúdo que o paciente lhe trouxer ou as situações que tenha presenciado. Também pode ser constrangedor para a família do paciente receber o psicólogo em sua casa. Muitas vezes, a família não sabe como recepcionar o psicoterapeuta: como visita, como um amigo ou familiar. Mesmo quando o psicólogo integra uma equipe de atendimento domiciliar, essas considerações são pertinentes.

É compreensível que a família se depare com essas dificuldades, pois estará enfrentando uma situação nova. Cabe, portanto, ao profissional delinear seu espaço, seus limites e suas possibilidades. O psicólogo que cuida de um paciente em sistema Home Care deve ter cuidado para não se envolver em questões familiares, domésticas e particulares. Deve se nortear pelo fato de que está ali a serviço da pessoa a ser atendida e não da família, a menos que a questão envolva diretamente o paciente. É importante levar em conta a abordagem teórica que fundamenta a intervenção psicológica e que pode resultar em discussões mais aprofundadas sobre o contrato e os vínculos estabelecidos.

 

A ética em seu entendimento mais amplo é respeitada na medida em que o atendimento domiciliar é avaliado como a única forma de que se dispõe em dado contexto para atenuar o sofrimento da pessoa ou da família. Lembrando que o psicólogo tem que estar disponível e flexível a essa forma de atendimento bem como respaldado por práticas que possam variar o setting terapêutico.  

* Nessa modalidade de atendimento forneço supervisões clínicas a psicólogos e instituições de Home Care respaldadas no código de ética e nos conceitos de atendimentos de Acompanhamento terapêutico (AT) o qual tenho formação.

Acesso as demais informações éticas:

http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/jornal_crp/128/frames/fr_orientacao.aspx

O Atendimento Psicológico Domiciliar (ou Home Care) é uma modalidade de atendimento ainda não muito conhecida tanto entre psicólogos como ao público em geral, que penso ser de grande benéfico a uma gama significativa de pessoas que não podem ter acesso aos consultórios nesse momento da vida.

 

Este atendimento é destinado a casos onde há dificuldades decorrentes de psicopatologias, patologias ou demais impedimentos de locomoção que impeçam a ida do paciente ao consultório. Como por exemplo: uma pessoa que está com dificuldades de locomoção por conta de um AVC, bem como aquele idoso que se encontra em uma geriatria no qual o familiar não tem disponibilidade de tempo para leva-lo semanalmente as consultas. Há também, casos de pacientes psiquiátricos e de dependência química que se encontram em internação tanto domiciliar quanto institucional, no qual o psicólogo terá que acompanhá-lo, em tempo indeterminado, nesse contexto.

 

Essa modalidade de atendimento pode ser solicitada tanto pelo médico, familiares e pelo próprio paciente. Nesse último caso o psicólogo deverá fazer uma análise minuciosa do caso acerca das necessidades desse atendimento.

 

Questões éticas:

Algumas questões são extremamente delicadas, mas que com a prática vamos dessensibilizando muitas dessas questões. Como por exemplo, ao entrar na casa de um paciente o psicólogo estará em contato com muitas informações e dados que o paciente não escolheu revelar. Isso requer cuidado.

Atendimento Psicológico Domiciliar

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